Pele


A seda clara de tua pele

lluvia_fresca(Tradução Mário Faccioni)

Quando absorta em teus pensamentos,
desprevenida, com o olhar fixo no ar,
meus olhos admirados, te contemplam
e anseiam a sensual pele de teu pescoço,
essas adoráveis manchas, chamadas sardas
e o cabelo que em tua nuca floresce,
é quando o desejo anula minha mente
e ordena descarado e implacável
a minhas obedientes e tremulas mãos,
possuir a seda clara de tua pele.


Em um instante quase imperceptível, te acariciam,
sem quase tocar-te, o suficiente para sentir-te
e começam a descobrir teus ombros,
finos, claros, lisos...quase ossos,
que dão passagem ao inicio de tuas costas,
seminua,com a camisa a quase deslizar,
ficando presa somente por teus braços.
Descubro a paisagem pintada nessa tela,
uma cordilheira de montanhas alinhadas,
que pequenas formam tua coluna,
rodeadas de campos florescidos de violetas,
variada multidão e sombras lunares,
enquanto minhas mãos te percorrem,
sem tocar-te, mantendo-se nesse ponto,
o qual entre tu e eu, só cabe um suspiro,
onde o calor que desprende teu corpo,
alcança a temperatura que minhas mãos acolhem,
como se de um braseiro se esquentara,
até que irremediavelmente, se apossam em ti...

Com a agulha imaginária de meus desejos,
avanço passo a passo, gravar-te em meus sulcos,
memorizando lentamente, o local exato
de cada flor gravada em tuas costas,
a peça simpática junto a teus olho,
o baixo e erótico lóbulo de teu ouvido,
começando a deslizar seu colar,
sobre a entrada lisa de teu peito,
baixando pelo caminho que separa,
dois pequenos e tenros seios,
traçando círculos, pequenos lívidos e formosos,
sobre os lençóis que os envolvem,
acariciando-os com a força certa,
que a torrente de minha excitação obriga.
Escorrego por teu dorso até o ventre,
onde ao lado de teu umbigo,desafiante,
descubro uma rosa negra,radiante,
outro luar do tamanho de um botão,
Minhas mãos, cegadas já pele desejo,
caem atraídas pela entrada de teu sexo,
jardim de preta,cuidada e regada erva...
a partir deste sublime momento,
o resto,só pertence a nos dois...
(Foto: Fernanda Galan)

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