Noturno


Á noite pude descubrir
 
tragicomedia(Tradução Mário Faccioni)
 
Á noite pude descubrir
A travessa que eras na cama
Nunca pensei em poder te dizer
Que quando tens sexo te despe da dama.

Me acordo tão sorridente cheio de recordaçõs
As imágens ainda gurdadas em minha memória
Desse amor tão pasional que tivemos á noite
Não pensei que teus seios realmente foram minha fraqueza
Sentir-te tão quente enquanto brincavas em cima de mím
Teus gritos de prazer fizeram que eu me encendiasse mais um tanto
Essas mãos que jogavam com a parte máis tensa de meu corpo
Tuas pernas tão abertas que poderia ter entrado inteiro.

Á noite pude descubrir
Á noite pude descubrir
A travessa que eras na cama
Nunca pensei em poder te dizer
Que quando tens sexo te despe da dama.

Se teu riso tão travesso é guia de meus desejos
Quando beijas meu tesouro saeem chamas do inferno
Beijas todo meu corpo desde pescoço á meus pés
Se me das máis de teu corpo te serei sempre fiel
Teu suor me alimentava, tua umidade me enlouquecia
Ao entrar em teu espaço sentí tua hospitalidade
De um grito me abraças-te como se fosse cair
Gritaste como nunca, enquanto mais em ti penetrava
Te penetrei por horas enquanto mais me pedías
Teu corpo tão quente, sentía que me enlouquecías
Imediatamente me apertaste tão forte que parei
Estavas tão agitada amor que ao orgasmo chamaste.

Á noite pude descubrir
A travessa que eras na cama
Nunca pensei em poder te dizer
Que quando tens sexo te despe da dama.

Que felicidade sentir que podiamos descubrir nossa intimidade
Jurei que para mi nunca vou te esquecer
A forma tão rica em que fazes amor
Será sempre o pão que peço para ceiar
E terei que esperar até o dia em que possamos
Estar tantas horas enredados em amor.

Reflexos..

Espelho...quase

José Brás

és mar
e eu um barco
a navegar
nas águas do teu corpo
rumo-te a sul
adentro o delta
sacio a sede
num rio
que de ti chega

és terra
e eu arado
lavro em teu peito
sulco-te a pele
buscando o húmus
afundo o ferro
sacio a fome
no cheiro
que de ti chega

és mar (de novo)
e eu um barco
pronto a entrar
em todos os teus cais
acerto o rumo
vou onde vais
provo o teu sumo
cheiro os teus sais

és terra (agora)
e eu arado
lavro em teu peito
este meu fado
seara d´água
no semear
colho esta mágoa
no teu olhar

Cheiro

Teu aroma

Zita Campos Zazueta(Tradução Mário Faccioni)

Teu aroma, agrido, forte,
Varonil, com sabor a madeira
Me impregna o corpo
E transtorna meus sentidos.

Causa grandes emoções
E sensações em mim,
Me faz perder inibições,
E ser selvagem e submissa a ti.

Brinca com meus sentidos
Quando chega a minha mente
E não posso pensar claramente
Só me deixo levar por teu cheiro

Desperta de meu sonho
No meio da noite e me enlouqueça
Me deixe ansiosa na
Espera de poder te tocar todo.

Me deixe ansiosa por teus beijos
Faminta de te morder,
Necessitada de te acariciar e
Sedenta de te sentir em mim.

Teu aroma me causa estragos...
Mas me encanta.

Olhos

Os teus olhos

David Mourão Ferreira 

Os teus olhos
exigindo
ser bebidos

Os teus ombros
reclamando
nenhum manto

Os teus seios
pressupondo
tantos pomos

O teu ventre
recolhendo
o relâmpago

Noturno...

Noite de versos

Mario Fernando Ortiz(Tradução Mário Faccioni)

Desperte mulher, já são seis horas
Abre teus olhos, ao calor de meus beijos
Descobre o lençol, fique nua outra vez
Arranha-me a pele

Me enche de sal as feridas
Aquelas que abriste á noite
quando me anunciou que partirias
enquanto tua pele se entregava a mim
Recorda o silencio de beijos
e os gemidos de caricias
que cantavam em tuas coxas
enquanto em teu ser eu submergia

Traga-me inteiro ...assim nada mais
Corpo, alma e lembranças
Justo quando pensas que não existo
te encontraras comigo em teu interior.

Depravação...

Depravação

Liz Christine

Escrever poesia sobre poesia?
Seu corpo é poesia
Sua voz me domina
Tão macia
Você é matéria-prima
Se converte
em poesia
Sua voz me derrete
Você é doce melodia
Que me aquece
Toque, pele, olhar
Basta respirar
Sua respiração
me excita
Porque arte é tesão
Paixão na escrita
Quero sua penetração

Invadida
Pela criação
Fudida
Por você, paixão
Eu quero, preciso e me entrego
Te amo e não mais nego
Não nego, omitir
Não é admitir...


Nem ouse perguntar
Escrevo por estar
Sentindo
Que amar
É forte, intenso, lindo
Seu olhar
Me despindo
Vem me seduzindo
Vem... e me abraça
E me pega
Com violência, amor
Sou devassa
Minha mão escorrega


E já estou te abraçando
Seus dedos deslizam
Provocando
Prazer... arrepios... desejos
Que se concretizam
E já estou segurando
A paixão concretizada
Não está mais assustando?
Amor... continue me depravando

Depravar é alterar
E estou me entregando
Te amar
Não está me machucando

Você tinha razão...
Amor é prazer e diversão
Com conteúdo
E tesão
Profundo
Amor é tudo

Desnudar...

Deixa-me te desnudar



Yolita (Tradução Mário Faccioni)


Deixa-me te desnudar,
pouco a pouco y que
emudeça ao
contemplar-te.


Deixa-me te desnudar,
esculpirei com teus
gemidos este amor
ardente e lindo.


Deixa-me te desnudar,
com o néctar de
meus beijos, para
sucumbir em uma viagem
penetrando em minha alma
e em todo meu corpo.


Deixa-me te desnudar,
com o delicioso aroma
de minha pele, com meu
movimento que te faz
enlouquecer.


Deixa-me te desnudar,
saboreando teu suor
sentindo teu calor
com meu corpo que é
um vulcão em erupção.


Deixa-me te desnudar,
com minha paixão, com
todo o fogo que é
a brasa de meu amor.


Ao despontar a alvorada,
não pronunciaras palavra
extasiado cairás.


Entrego-te tudo,
tudo até o que
não se deve entregar.


Não te arrependerás,
Deixa-te desnudar